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Semanas depois de ter aumentado R$ 1,90 para 2,30 a passagem dos ônibus coletivos urbanos de Macaé a prefeitura realizou nesta quarta-feira (3) um encontro na secretaria municipal de Mobilidade Urbana em que apresentou a base de cálculo da nova tarifa.
O aumento, que entrou em vigor no dia 18 de janeiro, causou estranheza nos usuários do transporte que sofrem diariamente com a quantidade de coletivos. A vendedora Sabrina dos Santos Vieira, 30 anos, diz que até hoje não ‘engoliu’ o novo valor. “Passo aperto todos os dias. Tanto pra vir, quanto para retornar para casa. Não entendo como pode custar tão caro carregar tanta gente junto nesses ônibus. Dependendo do horário em que pego fica difícil até pra descer. É completamente incoerente pra mim”, relata.
De acordo com a assessoria de Comunicação da Secretaria de Mobilidade Urbana, durante a reunião fiscais de transporte e integrantes da Câmara Permanente de Gestão (CPG) conheceram um estudo em que foi baseada a definição do índice de reajuste da tarifa e as melhorias que serão possíveis a partir deste fato. A assessoria explicou ainda que no encontro, os consultores Claudinei Castanha e Henrique Ahrends, ambos com mais de 20 anos de experiência em transporte, informaram a adoção da fórmula do Grupo Executivo de Integração da Política de Transporte (GEIPOT) que leva em consideração os custos totais da operação.
O cálculo teria apontado para um valor de R$ 2,44, mas de acordo com o órgão houve um esforço das concessionárias com entendimento do poder público para que o valor se fixasse em R$ 2,30 a fim de suprir os custos do novo dimensionamento da frota feito para Macaé.
Atualmente a frota de Macaé conta com 170 coletivos. Antes de ser implantado o Sistema Integrado de Transporte (SIT) era 159, o que corresponde um aumento de quase 7% . A expectativa é que este número seja ampliado para 180.
Michelle Gomes