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Embalagens de alimentos passam a ser o principal tipo de lixo encontrado nos mares do mundo

Publicado em 19/09/2020 Editoria: Meio Ambiente sem comentários Comente! Imprimir


Todo resíduo descartado de forma irregular causa inúmeras conseqüências para a vida marinha

Todo resíduo descartado de forma irregular causa inúmeras conseqüências para a vida marinha

A Semana Mundial de Limpeza dos Mares, de 14 a 21 de setembro, celebrada anualmente, tem o objetivo de incentivar a limpeza das praias por todo o mundo. Devido ao momento delicado de pandemia e restrições, muitos projetos foram adiados. O problema maior é que o descarte irregular de lixo continua acontecendo e prejudicando a vida marinha.

De acordo com o último relatório da limpeza anual de praias realizada pelo grupo Ocean Conservancy, as embalagens de doces e salgadinhos se tornaram o lixo de praia mais comum, ultrapassando, pela primeira vez, as pontas de cigarro, que eram o principal item encontrado nos últimos 34 anos.

Os outros itens entre os dez mais comuns estão relacionados a comidas e bebidas e a maioria deles não é reciclável. A lista inclui garrafas e tampas de garrafas, canudos e mexedores, copos, tampas, recipientes descartáveis e sacolas de plástico.

Para o professor Julio Leitão, ambientalista, gestor ambiental e especialista em gestão de resíduos, que atua há mais de 20 anos junto à Industria do Petróleo, esse cenário é preocupante, pois causa um grande impacto na vida marinha. "Os animais confundem com algas ou outros peixes e comem. Como são, em sua grande maioria plásticos e/ou panos, estes não são digeridos e podem levar o animal, que os consumiu, à morte", ressaltou.

O professor lembrou ainda que a maioria dos animais que surgem mortos no litoral da região estão com seus estômagos cheios de resíduos domésticos e/ou industriais. Entre as espécies que mais sofrem estão as tartarugas, que confundem o plástico com algas. Muitas morrem sufocadas e acabam surgindo na costa, mas, além delas, outras espécies de animais também ficam ameaçadas, como é o caso dos golfinhos e das baleias. Esse quadro mostra que é necessário tomar uma medida urgente para reverter esse cenário.

"As Agencias Ambientais apontam que em 2050, caso nada seja feito, teremos mais plásticos flutuando no mar do que animais. Mas a curtíssimo prazo o descarte irregular de resíduos compromete, em muito, toda a vida em nossos mares e oceanos", lembrou o professor.

  Vale destacar ainda que pesquisas já comprovaram: o tempo de decomposição dos lixos, quando estão no mar, é maior que no solo. Ou seja, o pacote do salgadinho que você comeu em alguns minutos ou a embalagem do picolé pode durar em torno de 100 anos para se desfazer.

Além dos impactos na vida marinha, esse aglomerado de lixo também afeta diretamente a vida da sociedade. Há casos, da poluição tomar proporções tão grandes, que fazem com que a praia se torne imprópria para banho, afetando o turismo, o comércio local, pescadores e moradores.

"Acho que todos nós temos a obrigação de pensar na limpeza das praias. Todos gostamos de um banho de mar, de pegar um sol na areia, então, temos que pensar que se não pegarmos o nosso lixo e levarmos para o descarte certo, isso tudo um dia vai acabar e somos nós, nossos filhos e netos, que vão sofrer", comentou o morador Anderson Silva.

› FONTE: RJ News


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