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Especial Macaé 207 anos: Educação é a base para o crescimento e desafios são constantes

Publicado em 28/07/2020 Editoria: Educação sem comentários Comente! Imprimir


Macaé aumenta 50 pontos na Prova Brasil e apresenta bom resultado no IDEB

Macaé aumenta 50 pontos na Prova Brasil e apresenta bom resultado no IDEB

“Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo”. Essa reflexão de Paulo Freire abre a segunda matéria da série de reportagens realizada pelo site Macaé News, em homenagem aos 207 anos do município.

Macaé tem motivos para comemorar quando o tema é educação? Quais os desafios enfrentados? Para abordar o assunto, entrevistamos o professor, músico e presidente do Conselho Municipal de Educação, Bruno Maia de Azevedo Py, e o professor, vereador e ex-secretário de Educação da cidade, Guto Garcia.

Bruno e Guto responderam que sim, a cidade apresenta boas conquistas no quesito educação.

“Macaé apresenta bons resultados, sobretudo se comparado a médias nacionais e do próprio estado, como no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), por exemplo”, salienta o presidente do Conselho. O vereador acrescenta que o município apresentou um aumento de aproximadamente 50 pontos na Prova Brasil – uma das avaliações base para o cálculo do IDEB.  Ele explica que cada vez que a cidade consegue avançar 15 pontos na prova, significa que o aluno da rede tem um ano a mais de conhecimento. “Isso significa que nossos alunos avançaram 3 anos. O resultado mostra um trabalho de continuidade das políticas educacionais, sem rupturas dos programas. Macaé reforça que a educação não é projeto político e sim de governo”, diz.

Em relação à rede privada, Bruno conta que o Conselho é o responsável pelas autorizações de funcionamento de escolas de educação infantil e que essa é uma das maiores demandas e também uma das conquistas mais positivas do colegiado.

“Essa atividade envolve análises de documentos, visitas, acompanhamentos e fiscalizações. Dar conta dessas demandas com cuidado e responsabilidade é uma conquista positiva do Conselho. Recentemente, observamos também um aumento na oferta de creches sem as devidas autorizações, o que nos mobilizou a publicar uma nota técnica a respeito da diferenciação entre as unidades de educação infantil e os espaços de atendimento de caráter social e recreativo. Articulamos, também, um diálogo necessário entre o Ministério Público, a Assistência Social, o Conselho Tutelar e outras instituições ligadas aos cuidados infantis a respeito do tema”, afirma.

Nos últimos anos a cidade se fortaleceu com a chegada de vários cursos de universidades federais, além das faculdades particulares e uma municipal, tornando-se um polo importante de produção do conhecimento.

“A vinda das universidades é parte do projeto de melhoria da qualidade da educação baseada no tripé: ensino, pesquisa e extensão.  Ao se estabelecerem no município, as universidades entendem a importância e o papel que devem cumprir para o desenvolvimento da educação básica e hoje há diferentes projetos realizados em parceria com a rede municipal. Os cursos superiores despertam o sentimento de pertencimento no aluno e a vivência dentro do espaço da universidade mantém o estudante motivado para dar continuidade aos estudos”, analisa Guto.

Bruno e Guto reconhecem que ainda há muito o que fazer e os desafios são grandes.

“Existem muitas dificuldades estruturais e o tempo de resposta nas soluções de problemas ainda é muito lento. O acúmulo da burocracia e dos instrumentos de controle são uma consequência da ausência de diálogo e da participação dos profissionais da educação na gestão dos recursos e nas tomadas de decisões. Na minha opinião, isso está na raiz da maior parte dos problemas e na base dos principais desafios da área”, avalia Bruno. Ele destaca ainda importância da presença do cidadão. “O maior interessado é o cidadão e ele precisa se envolver ativamente na gestão, no planejamento e no diagnóstico dos problemas. Acho que não atingiremos avanços significativos sem este tipo de participação e sem a maturidade política necessária para viabilizar gestões efetivamente democráticas”, frisa.

Guto Garcia explica que a educação é um organismo em constante transformação e sempre terá objetivos desafiadores. “Vou destacar pontos que hoje considero fundamentais no nosso município: a ampliação de oferta de vagas para atender 100% das crianças a partir dos 2 anos de idade, a alfabetização na idade certa e o aumento da frequência e redução da evasão, principalmente neste momento de pandemia em que o vínculo com a escola foi quebrado”, conclui.

Jornalista: Tathiana Campolina

Foto: Secom / Rui Porto Filho

 

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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