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Inverno aumenta risco de infarto em até 30%

Publicado em 16/07/2020 Editoria: Saúde sem comentários Comente! Imprimir


Dr. Matheus Sigiliano Carneiro destaca a importância da prevenção

Dr. Matheus Sigiliano Carneiro destaca a importância da prevenção

O inverno custou a chegar, mas essa semana a temperatura caiu bastante e, por isso, os cuidados com sua saúde devem ser redobrados. O frio, principalmente abaixo dos 14 graus, pode aumentar de 30 a 40% o risco de complicações cardíacas e a taxa de infarto agudo do miocárdio pode subir até 30% no inverno. Os idosos entre 75 e 84 anos, com doenças coronarianas, são os que mais sofrem nessa época do ano. Os dados são do Instituto Nacional de Cardiologia (INC). Mas como se dá essa relação?

 “Ao sentirmos frio, nosso corpo tenta produzir calor ao liberar substâncias chamadas catecolaminas que agem fazendo a constrição de vasos sanguíneos e aumentando a pressão arterial. Essas alterações justificam a maior ocorrência de infarto no inverno. Além disso, passamos a comer alimentos mais gordurosos e diminuímos a prática de exercícios físicos”, explicou o médico cardiologista, Matheus Sigiliano Carneiro.

Segundo ele, as doenças respiratórias comuns nessa época do ano, como gripes e resfriados, podem sobrecarregar o sistema circulatório e, consequentemente, o cardiovascular. “Nessas situações, as infecções agridem a superfície dos vasos sanguíneos e torna a placa de colesterol mais vulnerável a processos de trombose favorecendo a ocorrência de infarto por oclusão das artérias do coração”, contou o médico. Por isso, pacientes que já possuem doenças cardiovasculares são mais suscetíveis e devem se cuidar para evitarem maiores complicações.

Esse ano ainda tem uma outra preocupação: a COVID-19. Os pacientes que apresentam doenças cardiovasculares precisam ficar mais atentos. “É importante observar os sintomas, como falta de ar, cansaço, febre, ausência de olfato e paladar e tosse. Se o paciente apresentar qualquer sinal ele deve procurar um centro de atendimento, para não deixar a doença se agravar, principalmente agora no inverno”, ressaltou Dr. Matheus.

A mesma atenção deve ser mantida se o paciente sentir os sintomas do infarto. Nesse caso, o tempo é fundamental para a recuperação do paciente. “Ocorre um grande desconforto causado por uma dor forte sentida no peito e irradiada para a mandíbula, pescoço, ombros e braços, principalmente o esquerdo. Além disso, a pessoa também pode ter uma sensação de desmaio, suor excessivo, náusea, vômitos e falta de ar”, revelou o médico.

As doenças cardiovasculares são as que mais matam no mundo e nessa pandemia esse índice aumentou, já que muitas pessoas estão com medo de procurar ajuda nesse período. “O infarto não espera a quarentena, é preciso procurar um pronto atendimento ou chamar um socorro urgente. Além disso, é necessário tomar alguns cuidados, como: não dar nada para a pessoa ingerir; se a vítima desmaiar, confira se ainda há respiração e pulso - se não tiver, será necessário iniciar massagem cardíaca até o socorro chegar; nunca transporte a pessoa desfalecida; deixe-a em posição confortável, levemente inclinada e afrouxe suas roupas. A equipe de socorristas deve levar o paciente a uma unidade de urgência para o diagnóstico definitivo. Em caso de infarto, o paciente deverá ser encaminhado para uma clínica cardiológica que possui exames de alta complexidade”, explicou.

Para prevenir as doenças cardiovasculares e ter a saúde em dia, o indicado é manter uma alimentação saudável, prática regular de exercícios, eliminar o cigarro e diminuir o estresse.

Jornalista: Tathiana Campolina

Foto: Arquivo pessoal

› FONTE: Macaé News (www.macaenews.com.br)


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