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Setembro Verde: escolas realizam Semana da Inclusão

Publicado em 20/09/2019 Editoria: Geral sem comentários Comente! Imprimir


A Educação Inclusiva é prioridade para o governo municipal. A Secretaria Municipal de Educação de Macaé atua para conscientizar a população da importância de olhar com humanidade para os alunos com algum tipo de deficiência ou transtorno. As escolas realizaram ações durante a Semana da Inclusão (16 a 20 de setembro), mês oficial da Inclusão Social das Pessoas com Deficiência, movimento que recebeu o nome de Setembro Verde. Nesta sexta-feira (20), o Colégio Municipal Maria Letícia Santos Carvalho abriu as portas para visitação dos pais e/ou responsáveis para que conheçam o trabalho desenvolvido pela unidade. A programação foi extensa e aconteceu, nestes cinco dias, em várias unidades escolares da rede pública municipal de ensino. O Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência é marcado em 21 de setembro, instituído em 1982 e oficializado em 14 de julho de 2005 pela lei nº 11.133.

Cada escola fez a sua Semana da Inclusão desde o início de setembro. Os temas abordados foram baseados na Lei 13.146, de julho de 2015, a Lei Brasileira de Inclusão, que determina a política de Educação Inclusiva no Brasil.

O Colégio Maria Isabel Damasceno Simão promoveu palestra para o pessoal de apoio, como auxiliar de Serviços Gerais (ASG), agentes administrativos, porteiros e merendeiras. O Colégio Municipal Zelita Rocha de Azevedo, no Parque Aeroporto, levou a psiquiatra Tais Diniz para falar sobre “Do luto à luta – da Negação até a Aceitação do Autismo”.

O Colégio Maria Isabel e a Escola Municipal Professora Eda Moreira Daflon fazem a chamada para a população: “Vem ser diferente com a gente” através de contação de histórias, capoeira, sala sensorial, confecção de gibi e palestras com intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e com a psicóloga Solyana Coelho.

O Colégio Municipal Wolfango Ferreira conta com a Sala Sensorial onde há os recursos multifuncionais que fazem de Macaé modelo na Educação Inclusiva para vários municípios brasileiros. O espaço recebeu visitação durante toda a programação.

O Colégio Samuel Brust levou a mãe de um autista para falar com os profissionais da unidade e os pais e/ou responsáveis pelos alunos. Lúcia Anglada, coordenadora do Movimento Motivados pelo Autismo Macaé (Mopam) abordou o tema “Autismo – conscientizar é preciso!”. A Escola Municipal Lions, no Bairro da Glória, abordou o tema “Autismo: eu no mundo”, com a palestrante Julia Bezerra. A escola oferece atendimento especializado dentro da Educação Inclusiva, bem como outras unidades que funcionam na Comunidade Nova Holanda e Parque Aeroporto.

A rede pública municipal de ensino de Macaé oferece 51 salas de recursos multifuncionais e 10 salas de apoio pedagógico específico. São ainda duas escolas polos para a educação de deficientes auditivos – a Joffre Frossard, do 1º ao 5º ano, e Ancyra, do 6º ao 9º ano. As duas unidades oferecem a Educação bilíngue com a língua portuguesa e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e também contam com salas de recursos no contraturno. A Escola Municipal Dolores Garcia Rodriguez, uma das que têm salas de recursos multifuncionais, expôs os trabalhos dos alunos durante o seminário.

“Macaé é referência para vários municípios nas políticas públicas da Educação Inclusiva. Atendemos, diariamente, 1.200 alunos com diversos tipos de deficiência, transtorno ou altas habilidades na rede pública municipal. O trabalho é feito com muito carinho, dedicação e conhecimento pelas equipes que lidam com esses alunos. Fazemos gestão intersetorial e multidisciplinar com equipes capacitadas que atuam com paixão pelo seu trabalho, o que é muito importante para garantirmos os direitos humanos desses alunos”, destacou o secretário municipal de Educação, Guto Garcia. Ele abriu o V Seminário de Educação Inclusiva, dia 17, pela Coordenação de Educação Inclusiva, da Superintendência de Educação Integrada, que debateu as práticas intersetoriais.

Atividades animam o Maria Letícia

Com 780 alunos, o Colégio Municipal Maria Letícia Santos Carvalho (Novo Cavaleiros) reforçou a programação da inclusão nesta semana. Projeto contínuo da escola, a inclusão na unidade é trabalhada junto às turmas regulares e nas salas de recursos. Nesta sexta-feira (20), a programação contou com atividades específicas como o uso de óculos especiais para os que têm baixa visão, jogos pedagógicos  concretos com destaque para matemática e raciocínio lógico, além de maquetes de esportes para deficientes com natação, esgrima boxa, basquete e futebol.

Outros destaques foram a árvore interativa, circuito de atividades sensorial, tátil, motora e os jogos adaptados de voleibol, futebol de 5 - voltado para alunos com deficiência visual -, e futebol com varas que simulam muletas. A programação foi aprovada pelos alunos participantes. Entre eles estavam Mariana Jandre, do 8º ano. "Participei da oficina adaptada de esgrima para cadeirantes. Esta semana foi muito especial, pois tivemos a oportunidade de nos conscientizar sobre as dificuldades e o respeito aos  que têm deficiência", conta.

Integrantes das atividades esportivas adaptadas, Tayan  Kyves dos Santos Oliveira e Pietro Andrade afirmaram que os jogos foram maravilhosos. "Pudemos perceber como é o esporte, os limites e o respeito aos que amam esporte como a gente, mas têm alguma deficiência" pontuam.

› FONTE: Secom Macaé


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